Livro: em si e exterior a si
(PT)
"Há nos livros algo em sua ausência: a sua origem, a sua destinação, a sua efectividade. O autor, os leitores que já teve ou terá, as influências recebidas e aquelas que exercerá, o ser atualizado (efetivado). O livro é ser em potência, a que falta a deflagração. Ele é explosão por vir, em acontecimento, ou já acontecida." (1)
O Livro: em si e exterior a si reflete sobre o sentido mais cru e, simultaneamente, afectivo do livro. Este pensa sobre a sua estrutura para além do objeto físico, direcionando-o para as relações, não definidas a olho nu, que cria ao longo do seu percurso neste mundo.
Esta obra é constituída pelo texto de Paulo Pires do Vale em Tarefas Infinitas: Quando a Arte e o Livro se Ilimitam complementado pontualmente por excertos da obra de Bruno Munari, Fernando Pessoa, Mieke Gerritzen e Christoph Keller. A sua forma e materialidade invocam uma certa sobriedade poética correspondida no seu conteúdo textual.
(1) Vale, Paulo Pires do (2012). Uma fenda abre-se diante de nós. (…). Tarefas Infinitas: Quando a Arte e o Livro se Ilimitam. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.
(EN)
Book: itself and beyond itself reflects about the most raw and, simultaneously, affective sense of the book. It brings the thought about its structure beyond the physical object, directing to the relationships, not defined to the naked eye, that the book establishes through its path on the world.
This book is composed of Paulo Pires do Vale text in Tarefas Infinitas: Quando a Arte e o Livro se Ilimitam occasionally complemented with extracts from Bruno Munari, Fernando Pessoa, Mieke Gerritzen e Christoph Keller work. Its form and materiality invoke a certain poetical soberness corresponded on its textual content.