Esta é a madrugada que eu esperava

Janice Rocha

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"Está é a madrugada que eu esperava"

Grés vidrado

80x80 cm aprox.

2025


A peça é composta por cerâmica de grés e destaca-se

pela utilização de vidrados verde e vermelho, cores associadas ao cravo,

símbolo da Revolução de 25 de Abril. As letras, que compõem o verso inicial do

poema de Sophia de Mello Breyner, "Esta é a madrugada que eu

esperava", estão dispostas de forma a provocar uma reflexão profunda

sobre a liberdade e os valores conquistados durante a revolução.



A inversão das cores no vidrado faz referência à

perda da liberdade que, outrora conquistada com tanto esforço, parece hoje

ameaçada. As cores verde e vermelho representam, simbolicamente, tanto a

esperança quanto a urgência de se manter o legado de uma luta que não deve ser

esquecida. A peça sugere uma crítica ao desdém com que, em muitos contextos

contemporâneos, se trata a liberdade, que se tornou um direito garantido, mas

que não deve ser tomado como vitalício.

Esta é a madrugada que eu esperava
Esta é a madrugada que eu esperava

Esta é a madrugada que eu esperava

Verso inicial do poema de Sophia de Mello Breyner, Escultura cerâmica feita para a exposição do 25 de Abril.

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Janice Rocha
Janice Rocha
Artista poeta ou vice versa
Porto, Portugal
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