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A fim de retratar o tema da Violência Doméstica, tentei identificar o que entendo ser a esfera emotiva; reconhecer um padrão psico-reactivo, ora do agressor, ora da vítima; conceber uma narração que retratasse tanto as agressões físicas como as psicológicas. Abordo o tema através de uma série de sete fotografias, que tem por nome «rai·o X», onde exploro certos estados de espírito, patologias, acções e pensamentos. O nome da série surge do material usado na produção das obras, i.e., Raios x de vítimas de acidente ou possíveis vítimas de violência. O Raio x, enquanto tecnologia, permite expor o invisível, revelando traumas e abusos.


«Por vezes, vê-se. Dói sempre.»


Foi a partir da frase acima que nasceu o conceito para o projecto. A violência nem sempre é exposta ou visível, contudo existe para quem a sofre. Desejo, então, integrar e interpretar todas as manifestações e formas de Violência, neste caso, a dita Doméstica e abranger e homenagear todas as vítimas: filhos, avós, namorados, casais, etc. O conjunto da obra é fotografia idealizada num contexto próprio de criação e exploração de meios de expressão. A série «rai·o X» compreende sete fotografias, cada peça tem um título. Os títulos escolhidos são inspirados em escritos relativos aos “Sete Pecados Capitais” segundo a religião Cristã.

* Ver catálogo da série.

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RAI·O X

A série «rai·o X» foi exposta no dia 20 de Outubro de 2016, em contexto colaborativo, na assinatura do protocolo constituição da Rede Local contra a Violência Doméstica, no âmbito do projeto “Escutar Silêncios”, na Biblioteca Municipal Manuel Alegre - AGD