Indústria ervateira: Erva-mate, centro de produção e turismo

Paula Bergamaschi

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Esta proposta é baseada na concepção de uma Indústria Ervateira implantada no município de Venâncio Aires-RS, Brasil. A empresa possui em seu plano de negócios a comercialização do produto industrializado, a exportação de matéria prima bruta e a exploração do turismo local. 

Um dos fatores para a escolha do tema é atrair o interesse do setor industrial regional, pela contratação do profissional de arquitetura para projetar e idealizar os ambientes corporativos, o que hoje ocorre com pouca frequência. Este projeto visa também, demonstrar a importância em conciliar o layout da fábrica à qualidade do espaço e à estética do ambiente. 

O setor ervateiro, atualmente, carece de planejamento e devido à falta de coordenação do projeto arquitetônico com a produção industrial, este cada vez mais automatizado, as indústrias têm dificuldade em tornar o processo eficiente. 

A implantação da indústria no município de Venâncio Aires justifica-se pelo fato de que a cidade é conhecida como a capital nacional do chimarrão, no qual existe um projeto de turismo chamado "Rota do Chimarrão". Nesse é apresentado ao turista as belezas naturais e arquitetônicas do município, além das informações referente ao processo de produção do chá. 

A iniciativa acima citada não possui uma estrutura apta para receber os turistas. A estrutura ideal deve, imprescindivelmente, possuir um processo de fabricação limpo e seguro, características essas que nenhuma das ervateiras do município apresenta atualmente. 

Indústria ervateira: Erva-mate, centro de produção e turismo

Diretrizes Projetuais

Os edifícios foram implantados perpendicularmente ao Norte, buscando a melhor insolação para os ambientes de trabalho do setor administrativo. O mesmo possibilitou iluminar com sheds a exposição e a fábrica, sendo esta iluminada por luz difusa com sheds para o sul, a fim de evitar o contraste no ambiente de trabalho.

O trevo local permanece como o existente. Por ser a indústria ervateira de uma escala pequena no fluxo de veículos, optou-se por não interfirir em macro estruturas.

A fim de evitar conflitos de fluxo nas proximidades da rodovia, o acesso se deu na extremidade leste do lote. Um pequeno trevo de dimensões mínimas para as manobras de veículos de carga foi necessário e, devido a escala da região e a pequena largura da via, teve de ser projetado para o interior do lote a fim de atender aos raios mínimos.

Aproveitando a vegetação nativa, o acesso de caminhões foi concebido de forma a ficar camuflado na paisagem, gerando visuais no sentido descendente da topografia.

Visando o maior controle dos acessos, a guarita é passagem necessária tanto para funcionários quanto para turistas.

O estacionamento proposto foi claculado em função dos grupos de visitação e do número de trabalhadores por turno, chegando a escala da proposta. Considerando a situação atual da localidade e que a maioria das pessoas chegue a fábrica com algum tipo de veículo, é do estacionamento que parte o caminho que dá acesso aos funcionários da indústria, bem como este está diretamente conectado com a praça que da acesso ao administrativo e a visitação.

A implantação da fábrica afastou-se do fundo do lote apenas o necessário para a manobra dos veículos de carga. Uma vez que esta face do terreno não é perpendicular ao Norte, essa distância foi considerada na parte mais estreita, considerando a projeção de ampliação do edifício.

Fazendo uso da parte mais baixa do terreno, um pequeno açude complementará as visuais, criará uma área de estar para os funcinários e poderá ser usado como reserva técnica de incêncio e atuará como coletor das águas pluviais do lote.

A topografia descendente em direção a rodovia e a paisagem tomada pela vegetação tonam este local mais um ponto de contemplação. Assim, implantou-se um lago na curva 1 metro inferior ao nível de acesso, criando um pequeno talude onde as pessoas podem desfrutar da vista e do pôr do sol. O mesmo fica fora dá área controlada a fim de deixar tal espaço a disposição da população local.

Os pátios do setor administrativo trazem luz natural para ambientes mais internos e prolongam o edifício a fim de que este alcance o fim da fábrica. Isto acontece com intuito de aproveitar as visuais de sua extremidade que foi inclinada para dar ao café ainda mais proveito da paisagem no sentido descendente da topografia.

As passarelas de ligação entre os edifícios já fará parte da visitação, e torna-se translúcida para sua melhor orientação, o leste. Assim, durante o percurso, o turista terá vista para um pátio interno, no qual será simulada uma plantação de erva mate.

A linha de produção foi projetada para atender confortavelmente as atuais possibilidades do setor ervateiro. Porém, uma área foi considerada para expansão, permitindo o crescimento da empresa.

Indústria ervateira: Erva-mate, centro de produção e turismo
Indústria ervateira: Erva-mate, centro de produção e turismo
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