Começou por ser simples. Lembrei-me das saudades que tinha de escrever e tentei encontrar uma maneira de não me esquecer de o fazer. Pensei em Cem dias, Cem imagens, Cem textos.
Era só assim, mas deixou de ser. Continuam a ser Cem mas o tempo foi ajudando a perceber que nem sempre é tudo tão linear. Parei muitos dias, inspirei-me noutros, acompanhou dias bons e dias terríveis. Cruzou-se com a saudade, alimentou-se de reencontros, viveu – sobretudo – de pessoas.
O Cem tornou-se, talvez por uma necessidade que eu própria desconhecia, numa Ode aos meus. Directa ou indirectamente, no fim, tudo se cruzou com eles e por eles. Continuo a perceber, ao longo dos dias que passam, que por muito que queira tantas vezes achar o contrário, nós nunca somos efectivamente felizes sozinhos.
Por isso, o Cem vão ser sempre 100 imagens acompanhadas de 100 histórias. Mas vai ser sempre muito mais do que isso.
Disponível no meu IG pessoal e em www.projectocem.wordpress.com