Eis a introdução normal entre
os mortais, os espectadores, os coadjuvantes, os atentos ou
os distraídos embebidos nas fragilidades do eu, ou de um pensamento circular.
Não venho por ora, tirar-vos o sossego, venho por ora causar o terramoto, o sismo crónico do arrebatamento, do bombardeamento que nada tem de ilusório, é obrigatório e forçado, como quando se dá a sopa aos bebés em colheres e em paralelo, a memória de Dresden, onde os aviões não eram amigos, mas deixaram permanentes os presentes lá do céu.
Quem sou eu? sou pluma, pena condenada à seca de viver nas trevas, a obscuridade da impossibilidade observável. Pese embora, que queira ser balada, eco intemporal na espaço-temporalidade.
Hoje dirijo-me a vós com um pedido informativo,
amanhã dirijo-me a vós com as experiências que fiz neste laboratório performativo, há quem o defina como humanidade, outros por sociedade, e para mim,
é o pano de fundo sem profundeza, apenas defuntos que passeiam entre os vivos, e os vivos que passeiam entre defuntos, podem entendê-lo.