Quando era muito miúdo, entre os anos 80 e 90, morava na Amadora. Foi nessa altura que eu e alguns vizinhos da mesma idade começámos a andar de skate. Tínhamos até um nome: Skull Skaters.
Lembro-me de fazer um graffiti numa parede do bairro, onde desenhei um skate com a palavra Skaters. Sem saber, talvez tenha sido o meu primeiro logótipo de sempre. Na altura era só uma brincadeira de miúdos, mas hoje percebo que já ali existia uma vontade de criar identidade, pertença e linguagem visual.
Ainda restam alguns vestígios desse graffiti nessa parede. Agora, aos 52 anos, estou a revisitar essa memória para reimaginar uma possível marca, mantendo o lado cru, imperfeito e verdadeiro da origem.